Trabalho de Conclusão de Curso - Graduação

Caracterização geológica, petrográfica e geoquímica das rochas máficas da região de Tangará da Serra - MT

The mafic rocks from the Tangará da Serra region, southwest of Mato Grosso State, distant about 250 km from Cuiabá, include basaltics flows of fissural character, sills and dikes of olivine diabase and diabase which are associate with sandstones and limestone from Araras, Parecis and Alto Paraguai G...

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Autor principal: PINA NETO, Acacio Nunes de
Grau: Trabalho de Conclusão de Curso - Graduação
Publicado em: 2019
Assuntos:
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spelling oai:https:--bdm.ufpa.br:8443:prefix-10982019-08-22T14:13:37Z Caracterização geológica, petrográfica e geoquímica das rochas máficas da região de Tangará da Serra - MT PINA NETO, Acacio Nunes de GORAYEB, Paulo Sergio de Sousa http://lattes.cnpq.br/4309934026092502 Petrologia Formações - Geologia Diabásio Basalto Tangará da Serra - MT CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOLOGIA::PETROLOGIA The mafic rocks from the Tangará da Serra region, southwest of Mato Grosso State, distant about 250 km from Cuiabá, include basaltics flows of fissural character, sills and dikes of olivine diabase and diabase which are associate with sandstones and limestone from Araras, Parecis and Alto Paraguai Groups. The thicknesses of these mafic rocks range 15-310 m and are known in the literature as basaltic volcanic rocks from Tapirapuã Formation, located at the Jurassic-Triassic boundary. The fieldwork data and the petrographic analysis allowed the description and characterization of mafic and their wall rocks (sandstones and limestones), and were characterized as basalts and diabases in flows and sills, respectively, besides rare diabase dykes.The basalts are fine grained and exhibit gray-lead color with aphanitic and isotropic texture. Microscopically, they exhibit porphyritic texture with intersertal, intergranular and amygdaloidal textures in matrix. They consist essentially of plagioclase, clinopyroxene (augite) and orthopyroxene (enstatite). Some subhedral to euhedral plagioclase phenocrysts appear to be concentrically zoned while others, in matrix, exhibit quenching textures as acicular crystals and "swallowtail" texture in plagioclase terminations associated with volcanic glass. In matrix, occurs a greenish-colored cryptocrystalline material, opaque minerals and glass occur interstitially of the plagioclase slats and pyroxenes. The olivine diabases are medium grained and exhibit predominantly intergranular texture and consist essentially of plagioclase, olivine and pyroxene. The plagioclase is labradorite (An60), are lath shaped andand show albite and albita-calrsbad twin laws. Among the pyroxenes, it is recognized the augita, in greater modal proportion, and enstatite. While the diabases, without olivine, are textually similar to the previous one and they are quite altered. The characterization of some minerals difficult to identify through optical technics such as opaque minerals, alteration minerals as well as the amygdala’s material in the basalts was performed through scanning electron microscope analysis which imaged and chemically characterized the minerals such as plagioclase, augite and titanomagnetite in basalts. In the olivine diabases were identified augite, plagioclase, olivine, biotite, ilmenite, pyrite and badelleyite. Geochemically, it was possible to identify three distinct compositional groups and compatible with the petrographic analysis: olivine diabases (characterized by low concentrations of SiO2, high MgO, Al2O3 and intermediate subalcaline trend), basalts (characterized by high SiO2, lower MgO,Al2O3 and tholeiitic trend) and diabases which are characterized by, relatively, higher amounts of TiO2, low concentration of MgO and tholeiitic trend. These rocks reveal subalcaline and tholeiitic nature. The CIPW normative composition allows to classify the x olivine diabases in olivine tholeites and the basalts and diabases in tholeites. Regarding trace elements, it is possible to observe that the olivine diabases and the basalts are enriched in large ion litophile elements in relation to the light rare-earth elements and high ionic potential elements, whereas the diabases show an anomalous pattern. The rare-earth elements showed similar and subhorizontal behavior among the studied samples, with moderate fractionation and enrichment in light rare-earth elements in relation to heavy rare-earth elements. Olivine diabases have (Ce/Yb)N ratios between 4.9 to 4.5, (Ce/Sm)N from 1.8 to 1.7 and ratios (Gd/Yb)N between 2.1 to 2.2, in addition to a discrete positive anomaly of Eu(Eu/Eu*=1.28–1.34). Whereas the basalts have ratios (Ce/Yb)N between 2.2 to 2.4, (Ce/Sm)N of 1.5 and ratios (Gd/Yb)N between 1.4 and 1.5, and a discrete negative anomaly of Eu (Eu/Eu*=0.8-0.9). The diabase, in turn, is more enriched in rare-earth elements, lower ratio (Ce/Yb)N, (Ce/Sm)N and a discrete negative anomaly of Eu (Eu/Eu*=0.8). In tectonic setting discrimination diagrams the samples exhibit within-plate basalts affinities. The integration of the fieldwork, petrographic, geochemical and comparative data allows the interpretation that the mafic rocks from the Tangará da Serra region represent a continental toleitic magmatism that can be related to basaltic magmatism of the same age as the basalts of the Mosquito Formation in the Parnaíba Basin; The Anari Formation in the Parecis Basin; to Penatecaua Magmatism of the Amazon Basin; and to the basalts of Guianas and West Africa as well as to the Cassiporé dykes swarms in Amapá. Its occurrence is linked to the distensive regime prevailing during the Jurassic and that would result in the separation of Pangea and the formation of the central Atlantic Ocean. As rochas máficas da região de Tangará da Serra, sudoeste do estado do Mato Grosso, distante cerca de 250 km de Cuiabá, compreendem derrames de basaltos de caráter fissural, sills e diques de olivina diabásio e diabásio associados a arenitos e rochas calcárias do Grupo Araras, Parecis e Alto Paraguai. As espessuras dessas rochas máficas variam de 15 a 310 m e são conhecidas na literatura como rochas vulcânicas basálticas da Formação Tapirapuã, posicionada no limite Jurássico-Triássico. Os levantamentos de campo e a análise petrográfica permitiram a descrição e caracterização das rochas máficas e suas encaixantes (arenitos e calcários), e foram caracterizados como basaltos e diabásios representados por derrames e sills, respectivamente, além de raros diques de diabásios. Os basaltos exibem granulação fina, cor cinza-chumbo com textura afanítica e isotrópica. Microscopicamente, exibem textura porfirítica com matriz intersertal e intergranular, além de amigdaloidal. São constituídos essencialmente por plagioclásio, clinopiroxênio (augita) e ortopiroxênio (enstatita). Alguns fenocristais de plagioclásio euédricos e subédricos mostram-se zonados concentricamente enquanto outros, na matriz, exibem hábito acicular, esqueletais e com terminações tipo “rabo de andorinha” associados com vidro, característico de resfriamento ultrarápido. Na matriz encontra-se um material criptocristalino de coloração esverdeada, minerais opacos e vidro que ocorrem intersticialmente às ripas de plagioclásio e piroxênio. Os olivina diabásios, com granulação média, exibem textura predominantemente intergranular e são constituídos essencialmente por plagioclásio, olivina e piroxênio. O plagioclásio é do tipo labradorita (An60), são ripiformes e mostram maclamento albita e albita-calrsbad. Dentre os piroxênios, reconhece-se a augita, em maior proporção modal e enstatita. Enquanto que os diabásios, sem olivina, são texturalmente semelhantes aos olivina diabásios e encontram-se bastante alterados. A caracterização de alguns minerais de difícil identificação por meios ópticos como os minerais opacos, e aqueles oriundos de alteração, bem como os materiais das amigdalas nos basaltos foi realizada por meio da análise em microscópio eletrônico de varredura. Com esta técnica foram imageados e caracterizados quimicamente minerais como plagioclásio, augita e titanomagnetita nos basaltos. Nos olivina diabásios foram identificados augita, plagioclásio, forsterita, biotita, ilmenita, pirita e badelleyita. Geoquimicamente, foi possível a identificação de três grupos composicionais distintos, condizentes com os dados petrográficos, são eles: olivina diabásios (caracterizados por baixa concentrações de SiO2, alto MgO, Al2O3e natureza subalcalina intermediária), basaltos (caracterizados por alta SiO2, menor MgO, Al2O3 e natureza toleítica) e diabásios que, relativamente, são caracterizados viii maiores concentrações de TiO2, baixa concentração de MgO, pela natureza toleítica e por estarem intemperizados. Essas rochas revelam natureza subalcalina e toleítica. A composição normativa CIPW permite classificar os olivina diabásios em olivina toleítos e os basaltos e diabásios em toleítos. Em relação aos elementos-traço, nota-se que os olivina diabásios e os basaltos são enriquecidos em elementos litófilos de raio iônico grande em relação aos elementos terras raras leves e aos elementos de elevado potencial iônico, enquanto os diabásios apresentam um comportamento anômalo dos demais. O comportamento dos ETR demonstrou um comportamento similar com padrão subhorizontal entre os litotipos estudados, com moderado fracionamento e enriquecimento em elementos terras raras leves em relação aos elementos terras raras pesados. Os olivina diabásios apresentam razões (Ce/Yb)N entre 4,9 a 4,5, (Ce/Sm)N de 1,8 a 1,7 e razões (Gd/Yb)N entre 2,1 a 2,2, além de uma discreta anomalia positiva de Eu (Eu/Eu* = 1,28 – 1,34). Enquanto os basaltos possuem razões (Ce/Yb)N entre 2,2 a 2,4, (Ce/Sm)N de 1,5 e razões (Gd/Yb)N entre 1,4 a 1,5, além de uma discreta anomalia negativa de Eu (Eu/Eu* = 0,8 – 0,9).O diabásio, por sua vez, apresenta-se mais enriquecido em elementos terras raras, menor razão (Ce/Yb)N, (Ce/Sm)N e uma discreta anomalia negativa de Eu (Eu/Eu* = 0,8).Nos diagramas de discriminação de ambiente tectônico, as amostras são comparáveis aquelas de ambiente intraplaca. A integração dos dados de campo, petrográficos, geoquímicos e comparativos permitiu interpretar que as rochas máficas da região de Tangará da Serra representam um magmatismo toleítico continental que pode ser relacionada ao magmatismo basáltico de mesma idade, como os basaltos da Formação Mosquito, na Bacia do Parnaíba; à Formação Anari, na Bacia do Parecis; ao Magmatismo Penatecaua da Bacia do Amazonas; e aos basaltos das Guianas e Oeste Africano bem como ao feixe de Diques Cassiporé no Amapá. A sua ocorrência está ligada ao regime distensivo vigente durante o Jurássico e que viria a resultar na separação do Pangea e na formação do oceano Atlântico central. 2019-02-27T13:47:16Z 2019-02-27T13:47:16Z 2017-09-22 Trabalho de Conclusão de Curso - Graduação PINA NETO, Acacio Nunes de. Caracterização geológica, petrográfica e geoquímica das rochas máficas da região de Tangará da Serra - MT. Orientador: Paulo Sergio de Sousa Gorayeb. 2017. 62 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Geologia) - Faculdade de Geologia, Instituto de Geociências, Universidade Federal do Pará, Belém, 2017. Disponível em: http://bdm.ufpa.br/jspui/handle/prefix/1098. Acesso em:. http://bdm.ufpa.br/jspui/handle/prefix/1098 Acesso Aberto 1 CD-ROM
institution Biblioteca Digital de Monografias - UFPA
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