Relatório de Pesquisa

Análise retrospectiva do perfil clínico-epidemiológico dos pacientes portadores de Epilepsia atendidos no Serviço de Neurologia do Hospital Universitário Getúlio Vargas

A Epilepsia é a mais frequente desordem neurológica crônica, caracterizada clinicamente pela ocorrência de crises epilépticas , desordens subjetivas ou comportamentais súbitas, devidas a um padrão de atividade elétrica anormal em uma ou mais regiões do córtex cerebral. Estima-se que a prevalência d...

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Autor principal: Rodrigo Augusto Monteiro Cardoso
Grau: Relatório de Pesquisa
Idioma: pt_BR
Publicado em: Universidade Federal do Amazonas 2016
Assuntos:
Acesso em linha: http://riu.ufam.edu.br/handle/prefix/2892
Resumo:
A Epilepsia é a mais frequente desordem neurológica crônica, caracterizada clinicamente pela ocorrência de crises epilépticas , desordens subjetivas ou comportamentais súbitas, devidas a um padrão de atividade elétrica anormal em uma ou mais regiões do córtex cerebral. Estima-se que a prevalência da doença seja em torno de 1% da população global, com o acometimento 50 milhões de pessoas em todo o mundo e mais de 1 milhão somente no Brasil. A entidade Epilepsia deve sempre ser classificada, segundo as crises manifestadas e as síndromes epilépticas, na realização da anamnese. As crises podem ser classificadas conforme a região cortical de origem (parciais ou generalizadas) e a ocorrência ou não de prejuízo do nível de consciência (complexas ou simples). Informações relacionadas aos tipos de crise, história pessoal e/ou familiar de doença neurológica, exames clínico neurológico, de imagem e bioquímicos são necessários à determinação do tipo de síndrome. Estudos epidemiológicos realizados nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste têm apontado como maiores fatores de risco à doença: a neurocisticercose (NCC), os inadequados cuidados pré-natais e os acidentes de trânsito. Os estados do Norte carecem de dados relacionados à epilepsia, através de poucos estudos, sabe-se apenas que a NCC apresenta baixa incidência na região, mas não se tem a confirmação de uma possível menor prevalência de pacientes epilépticos. Além da etiologia, informações sobre os tipos de crise, síndromes e abordagem terapêutica realizada pelo clínicos-gerais também são desconhecidas nessa área do país. Este trabalho tem como objetivo a análise retrospectiva do perfil clínico-epidemiológico de pacientes epilépticos, priorizando-se a determinação de: características sócio-demográficas, tipos de crises e síndromes epilépticas, etiologias, história medicamentosa, fatores que prejudiquem o diagnóstico e correto tratamento. O estabelecimento dos dois últimos objetivos foi motivado pela constatação, em recentes estudos, de que 38% dos pacientes não são corretamente tratados no Brasil. A amostra de pacientes será obtida por meio de busca no Serviço de Prontuários do Hospital Universitário Getúlio Vargas, identificando-se os pacientes diagnosticados com Epilepsia e em tratamento no período de 2005 a 2012. Após a identificação, os pacientes responderão a um questionário com dados que visem atender ao cumprimento dos objetivos supra-citados.